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05/12/2018 ás 11h22

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Itapema / SC

Preço da cesta básica tem queda de 1% em Itajaí
Pão francês, farinha de trigo e arroz contribuíram para a baixa no valor apresentado em novembro
Preço da cesta básica tem queda de 1% em Itajaí

Depois de uma alta expressiva de 7,13% em outubro, a cesta básica de Itajaí teve uma ligeira queda de 1,01% em novembro, comparado ao mês anterior, passando de R$ 375,61 em outubro para R$ 371,81 em novembro. Mesmo com esta baixa, a cesta básica acumula uma elevação de 17,50% em 2018. Os dados são do Projeto Cesta Básica Alimentar da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que elabora o indicador com monitoramento da Uni Júnior, a partir de pesquisa realizada em seis supermercados da cidade.


Do painel de 13 produtos analisados, nove contribuíram para a diminuição do preço total da cesta, são eles: o pão francês (10,99%); a farinha de trigo (9,53%); o arroz (6,73%); a manteiga (5,55%); o café em pó (5,42%); o feijão preto (2,30%); o leite longa vida (2,26%); a banana (0,95%); e o óleo de soja (0,19%). Os outros quatro produtos restantes do painel tiveram alta de preço, foram eles: a batata (39,94%); o tomate (4,50%); o açúcar (3,56%); e a carne (0,33%).


De acordo com os pesquisadores, os dados apresentados revelam que o clima ainda está influenciando sobre os produtos in natura, como o tomate e a batata. No caso da batata, que aumentou quase 40% a queda na produtividade e o desestímulo dos produtores em função da queda acentuada no preço até setembro levou a esta alta significativa em outubro e novembro. Já o tomate, as chuvas de outubro reduziram a oferta além de apresentar um produto de pouca qualidade. A redução no preço dos combustíveis, a queda de preço no mercado internacional da farinha de trigo, influenciando sobre o preço do pão e a queda do dólar também contribuíram para esta baixa no custo da cesta.


O professor Jairo Romeu Ferracioli, economista e professor responsável pelo projeto, acredita que para os próximos meses os preços dependerão das condições climáticas e do preço do petróleo e de algumas commodities no mercado internacional, bem como da variação cambial aqui no Brasil. "O desemprego continua bastante elevado e isto significa queda na renda do trabalhador assalariado, pressionando os preços para baixo, apesar da tendência de alta em função dos custos", observa.


Poder de compra do trabalhador


Com esta baixa no custo da cesta básica, o poder de compra do trabalhador assalariado em relação a alimentos básicos teve uma leve melhora. O custo da cesta básica sobre o salário mínimo passou de 39,37% em outubro para 38,97% em novembro, ainda acima do custo de referência ideal de 33,34%. Em termos de horas de trabalho para aquisição da cesta são necessárias 85 horas e 43 minutos de um total de 220 horas mensais.

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