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01/04/2019 ás 16h35

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Itapema / SC

Preço da cesta básica tem aumento de 1,21% em Itajaí
Tomate, batata, feijão e carne são alguns dos produtos que contribuíram para a alta
Preço da cesta básica tem aumento de 1,21% em Itajaí

Pelo segundo mês consecutivo, o preço da cesta básica apresenta elevação em Itajaí. Desta vez, o aumento foi de 1,21%, passando de R$378,80 em fevereiro para R$383,39 em março. Com isso, o custo da cesta básica acumula uma alta de 5,57% neste ano e na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 12,58%. Os dados são do Projeto Cesta Básica Alimentar da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que elabora o indicador com monitoramento da Uni Júnior, a partir de pesquisa realizada em seis supermercados da cidade.


Do painel de 13 produtos analisados, nove itens da cesta tiveram elevação em seu custo, com destaque para o tomate que aumentou 9,31% e teve a segunda alta seguida. Além dele, subiu o preço dos seguintes itens: batata (4,30%); leite LV (4,19%); feijão preto (3,76%); café em pó (1,34%); óleo de soja (1,17%); arroz (0,74%); carne (0,60%); e manteiga (0,42%).


Neste ano, de acordo com a pesquisa, dez produtos estão mais caros do que ao final do ano passado. O destaque entre eles é o feijão preto que subiu 39,09%, já na análise dos preços em relação a março do ano passado, a batata está 110,72% mais cara, seguida do feijão preto (45,44%) e do tomate (23,40%).


Os pesquisadores ressaltam que, mais uma vez, as chuvas de fevereiro e março impactaram no preço dos produtos in natura.  Segundo eles, além do aumento dos preços, muitos produtos têm baixa qualidade, o que gera uma grande amplitude de preços para o mesmo produto. Eles destacam o aumento do preço da batata, do feijão e também da carne bovina, que voltou a subir, tem o maior peso na cesta básica e a sua elevação abre espaço para o aumento de preço de outros tipos de carne.


"Para os próximos meses os preços dependerão das condições climáticas, do preço dos combustíveis e de outras commodities agrícolas no mercado internacional, bem como da variação cambial aqui no Brasil, com cenário de instabilidade mais política do que econômica", afirma Jairo Romeu Ferracioli, economista e professor responsável pelo projeto.


Poder de compra do trabalhador


Com esse aumento no custo da cesta básica, parte do aumento no valor do salário mínimo já ficou comprometido em relação a alimentos básicos, piorando o poder de compra do trabalhador assalariado, o custo da cesta básica sobre o salário mínimo passou de 37,96% em fevereiro para 38,42%, acima do custo de referência de 33,34%. Em termos de horas de trabalho para aquisição da cesta são necessárias 84 horas e 30 minutos de um total de 220 horas mensais.

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